Adição ao Sexo
Publicado em 2012-08-30 na categoria Sexo100Censura / Adicções sexuais


A adição aos comportamentos sexuais é uma das formas de adição mais negadas na nossa cultura. O comportamento sexual aditivo é muita das vezes racionalizado, procurando minimizar o sofrimento do sistema familiar onde se insere o individuo com esta patologia. O uso do acto sexual como substituto das relações saudáveis é um dos principais sintomas de uma desordem do comportamento sexual.

Esta adição manifesta-se como todas as outras formas de adição, ou seja, através de um padrão descontrolado dos comportamentos, neste caso sexuais, e períodos de tentativas frustradas de procurar controlar esses mesmos impulsos.
Encontra-se também presente a negação, racionalização e justificação de forma semelhante a outros tipos de adição.

Os pensamentos sexuais obsessivos e as fantasias sexuais adquirem a cada dia, uma maior importância na tentativa de fugir à realidade. As mudanças do estado de humor são cada vez mais frequentes, fazendo com que as relações interpessoais saudáveis comecem a ser praticamente inexistentes.

Este comportamento sexual aditivo provoca um sofrimento muito acentuado no sistema familiar do individuo,sendo, por vezes assumido pelos seus descendentes que o passam a utilizar também nas suas próprias vidas.

Compulsão, vício ou adição sexual, o que é isso? Tem cura?

 

Todos estes nomes, compulsão sexual, adição,impulso sexual,vicio sexual, e outros mais tratam do mesmo problema, ou seja, o indivíduo, homem ou mulher, que tem necessidade de satisfazer-se sexualmente um número de vezes exageradamente maior do que o da maioria da população.

Para ser considerado uma doença o comportamento sexual compulsivo deve causar sofrimento emocional e proporcionar consequências interpessoais, seja nas pessoas mais próximas, nos amigos e na família. Mas a compulsão sexual tem cura.

Outro recurso é a terapia que utiliza, em alguns casos, medicação para atenuar a ansiedade concomitantemente com as sessões. Raramente é necessária a internação em clínica para um tratamento mais intensivo. O que não podemos pensar é que um compulsivo é um estuprador em potencial e, por isso, deva ser afastado do convívio social.

O apoio familiar, da(o) companheira(o) e dos amigos é importantíssimo no tratamento. Mas, antes de tudo, é preciso que o próprio paciente, analisando seu comportamento sexual, entenda que precisa de ajuda e deseje a cura. Tal comportamento sexual pode ser reflexo de um aspecto hereditário, de um aspecto médico, cultural, circunstancial, etário e pessoal.

E aí fica a pergunta, quanto de sexo precisa se praticar para que seja considerado um caso patológico, uma doença? O quanto é considerado normal?

Os estudos mostram que o impulso sexual excessivo aparece na população geral em torno de 5 a 8%, sendo que apontam para o sexo masculino uma proporção maior de casos. A maioria das pessoas vitima da compulsão sexual preocupam-se com os seus desejos exagerados e suas fantasias sexuais que nunca vão embora.

Boa parte também tenta em vão se livrar desse tormento, porém, invariavelmente fracassam, outro tanto desses, experimentam o sentimento de remorso depois dos seus exageros sexuais, fantasias, sexo anónimo (via telefone, internet, outros) e inconsequente.

Qual a quantidade de sexo é considerada normal?

Os estudiosos do assunto da sexualidade costumam dar nome ao índice que mede a quantidade de sexo normal e chamam de Escape Sexual Total (EST). O número do Escape Sexual Total (EST) é a quantidade de orgasmos atingidos durante algum tempo estabelecido, como por exemplo, Escape Sexual Total semanal, mensal, anual, etc.

O resultado do número do Escape Sexual Total (EST) para os homens ficaria assim:

Orgasmo semanal medio: 2,14 para homens entre a adolescência e 30 anos de idade e de 1,99 orgasmos semanal para todos os homens em geral. Na ocorrência de 07 ou mais orgasmos semanais, já seria o caso de uma hiperatividade sexual masculina.

Quais são as complicações e perigos?

Complicações Sociais  - As pessoas com Comportamento Sexual Compulsivo podem ser responsáveis por algumas complicações sociais sérias. Desafetos com amigos e familiares, envolvimentos policiais, perda de empregos, perda da reputação moral e toda sorte de desadaptação social e familiar em decorrência direta de investidas, assédios e relacionamentos sexuais.

Os valores mais permissivos da sociedade moderna favorecem, sobremaneira, a desenvoltura sexual dos portadores de Comportamento Sexual Compulsivo. Essas pessoas não titubeiam em ceder às facilidades sexuais actuais e não costumam estabelecer limites para a sua actividade, podendo envolver-se com menores de idade, prostitutas, homossexuais, enfim, expondo-se a um risco social muito grande.

Complicações Familiares

Os portadores de Comportamento Sexual Compulsivo costumam ser cônjuges complicados. Primeiramente devido ao apetite sexual maior que do(a) parceiro(a), submetendo este(a) a uma actividade nem sempre prazerosa ou desejada. Em segundo, devido às maiores probabilidades à infidelidade e, em terceiro, devido maiores possibilidades de envolvimentos sexuais com amigos ou familiares, aumentando mais ainda o constrangimento.

Nota: Antes que o mal aconteça é preciso procurar ajuda. A compulsão sexual, assim como a compulsão pelo jogo, pelas drogas, pelas compras, ela tem tratamento. Em geral, os homens não aceitam a sua condição de compulsivos sexuais e isso dificulta a conscientização de que precisam de tratamento.

 
Informe Abusos | Mapa do site | Copyright | Franchising | Contactos

ErosGuia 2012
Desenvolvido por Ideia CRIATIVA