O bom do orgasmo solitário
Publicado em 2012-07-06 na categoria Absex / Sexo solitário


A masturbação é uma prática saudável e está muito, mas muito longe de ser considerada um acto egoísta. Com a ajuda dela, muitos casais conseguem aumentar o prazer e a sintonia na cama. Houve época em que a única forma admissível e saudável de se praticar sexo era a dois, ou seja, com um parceiro ou uma parceira. Consequentemente, a masturbação era considerada um desequilíbrio e deveria ser evitada a qualquer custo.

Caso alguém não conseguisse manter o controle, seria classifi cado como portador de onanismo, denominação atribuída, então, a tal 'distúrbio'.

Dessa época remontam os mitos - muitos dos quais ainda persistem - de que a masturbação faz crescer pêlos nas palmas das mãos, enlouquece, enfraquece e causa anemia, entre tantas outras crenças infundadas que serviram (e ainda servem) para coibir essa prática.

Ao longo do século XX, o conhecimento científi co a respeito dos hábitos e costumes contrapôs-se à crendice popular e revelou que os homens afinal masturbam-se mais frequentemente do que as mulheres. E que pessoas que se permitem à masturbação, desde a adolescência, têm menos inibição sexual ao longo da vida e mais prazer no relacionamento sexual.

Nesse sentido, a masturbação tem sido aceita por terapeutas sexuais como procedimento útil à superação da dificuldade para o orgasmo, especialmente no caso das mulheres. Acreditam os terapeutas que, ao masturbar-se, a mulher começa a conhecer melhor o seu corpo, como e onde estimulá-lo, para obter satisfação. Pode, inclusive, atingir o orgasmo solitário, que representaria um estágio anterior ao orgasmo compartilhado (a dois).

Tendo descoberto em si as características do estímulo que lhe dá prazer, a duração para que o mesmo a conduza ao clímax, as zonas de excitação que produzem melhor resposta, a intensidade do toque que tem mais resultado, a mulher estará apta a comunicar essa descoberta ao seu parceiro.

E essa comunicação não necessita ser verbal, principalmente se ele ou a mulher não estiver completamente à vontade para essa conversa. Movimentos corporais, insinuações ou sinalizações, durante o acto sexual, falam por si só. E são o elo entre o sexo solitário e o sexo compartilhado.

No jogo erótico, quem perde é quem não se entrega. Para quem concordacom isso, o orgasmo solitário deixa de ser o único possível para ser uma entre tantas outras possibilidades de realização sexual.

 
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