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Dominação psicológicaPublicado em 2012-07-02 na categoria Sexo100Fronteiras / BDSM
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A dominação psicológica são os actos do dominador para moldar ou tenta moldar a psicologia da submissa, o conjunto dos seus gestos, atitudes e até pensamentos conforme os seus gostos e preferências. Ninguém discorda que é possÃvel dominar fisicamente uma pessoa, agora quanto à sua mente, há obviamente muitas controvérsias...É claro que um dominação que se restringisse a práticas físicas seria superficial, mas se acreditar que alguém se deixará dominar totalmente de modo psicológico por outra pessoa é ser, no mínimo, ingénuo. A mente é um lugar onde só nós mesmos podemos aceder; é como uma casa onde só nós podemos entrar, mas conseguimos trocar cartas com os moradores da nossa vizinhança. Então, que o dominador consiga moldar gestos e atitudes e até algumas ideias é possível, mas que ele controle os pensamentos, dos quais nem a própria escrava tem controle (pensem no fluxo de pensamentos constante que imunda as vossas mentes; tentem parar de pensar por um minuto sequer... vocês conseguem?) é uma utopia. Sadismo e Masoquismo Sadismo é o prazer que se sente em ver o outro sofrer ou gosto em fazer o outro sofrer; é o prazer em ver o outro sentir dor física ou psicológica. Masoquismo é o prazer em sentir dor ou o gosto em senti-la, é prazer pela dor ou a dor pela dor, seja física ou psíquica. Essas condutas podem ser sexuais ou não, embora geralmente o sejam. Exemplo de práticas sádicas clássicas: spanking (bater na pessoa com a mão, chicotes, palmatórias, galhos, colheres, metais, etc.), uso de agulhas (prática hard, consiste em penetrar agulhas na pele da masoquista, para fazê-la sofrer), privação de comida ou água por um tempo, para que a masoquista passe fome e sede, cutting (cortes ou marcas na pele com lâminas frias), branding (cortes ou marcas na pele com lâminas quentes, em brasa), suturas (“costura” de partes da pele, como boca, órgãos genitais e outros, impedindo certos movimentos ou fechando certas aberturas), amarrações em posições que ocasionem dor, etc. ou qualquer outra prática que vise o sofrimento físico ou mental, pois, como dito acima, embora existam práticas que geralmente são associadas a um grupo do BDSM, o que importa realmente é a intenção dos agentes. Um exemplo: o spanking, prática geralmente relacionada ao SM, pode ser de D/S, quando o dominador castigar a submissa para que ela o obedeça. O ponyplay, prática de disciplina e dominação, pode ser também sádica, caso a submissa odeie pôneis ou se sinta humilhada com a prática. A complementação ou a interação entre essas duas vertentes opostas é o sadomasoquismo. Caso uma pessoa tenha só uma tendência, daí será só sádica ou só masoquista, mas existem pessoas que são sádicas por vezes, mas também são masoquistas em outras; tais pessoas são denominadas sadomasoquistas (o assunto será melhor abordado adiante). São, Seguro e Consensual Todos os actos e práticas no BDSM devem seguir o SSC, serem sãs, seguras e consensuais. Sãs são as práticas que respeitam a razoabilidade mínima e a normalidade lato sensu, estando os praticantes em perfeito estado mental de consciência, objetividade e lucidez. Assim, não se deve praticar com o estado de consciência alterado por substâncias entorpecentes ou alucinógenas ou que de alguma forma alterem a consciência, muito menos fazer-se coisas loucas como mutilações ou até a morte. Prática segura é aquela feita de modo a eliminar os riscos de algo sair do esperado, resultando, por exemplo, em lesões corporais, traumas psicológicos ou até mesmo a morte. Assim precauções devem ser tomadas para que tudo saia bem, como esterelizar equipamentos ou instrumentos cortantes ou perfurantes ou que de alguma forma lesionem a pele ou entrem em contato com sangue; cuidar para que a submissa esteja preparada psicologicamente para práticas de humilhação hard; cuidar ao amarrar para que não se prejudique a circulação ou se ocasionem problemas circulatórios; cuidar com o manejo de facas e outros instrumentos cortantes; cuidar para não bater em pontos vitais, dentre muitos outros cuidados a depender da prática adotada. Consensual é o item mais objetivo da tríade, significa que todas as práticas devem ser aceitas tácita ou expressamente. Para tanto existem as negociações prévias entre os participantes e a palavra de segurança(safeword, que faz parar ou diminuir o ritmo das práticas). Negociações prévias são acordos e discussões feitas anteriormente pelos participantes, visando que cada um realmente confira se deseja fazer sessão (espaço temporal onde acontecem as práticas, geralmente são divididas em cenas (conjunto de práticas ou até apenas uma prática em si, mas que tem um fim específico)) com o outro ou outros e quais práticas tem como limites e se esses limites são absolutos ou relativos. Pode ser um acordo oral e informal ou escrito e formal. Alguns praticantes chegam aos limites do detalhismo, criando check lists, listas com inúmeras práticas, onde os participantes fazem marcações (xis) nas que gostam, nas que não gostam muito, nas que tem limitações e etc. Limites são práticas que um praticante de BDSM não deseja fazer. Podem ser absolutos (os quais o participante imagina nunca querer fazer) ou relativos (os quais o participante gostaria de ou aceita quebrar e fazer no futuro, mas que no momento presente não são aceitáveis para ele). Exemplo: às vezes o praticante pode ter uma limitação com a prática de chuva dourada (urolofilia – práticas com urina), mas que deseja superar; e ter também uma limitação absoluta com a prática de chuva marrom (coprofilia – práticas com fezes), a qual nunca deseja superar, tendo extrema repulsa em relação a isso. Safewords são as palavras de segurança, fixadas arbitrariamente pelos praticantes, uma para parar a sessão e outra para apenas moderar a sessão, uma safeword forte e uma safeword fraca. Geralmente são escolhidas palavras estranhas ou incomuns, para que a escrava possa manter a fantasia de estar a fazer as práticas contra a sua vontade ou para não usar a palavra “não” ou para não pedir literalmente ao seu Senhor que pare a sessão, mantendo-se também uma liturgia (conjunto de rituais e aspectos formais da relação; a questão será aprofundada posteriormente). A safeword pode ser também gestual ou simbólica para os casos em que a escrava não possa se comunicar oralmente (p. ex. no caso de estar amordaçada). Pode ser também que se prefira convencionar somente uma safeword, que pare a sessão, ao invés de duas. |
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