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Liturgias e ritosPublicado em 2012-07-05 na categoria Sexo100Fronteiras / BDSM
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Liturgias ou ritos são formalidades, procedimentos ritualÃsticos que são aplicados, efectuados, durante uma sessão ou playparty (reunião de amigos ou pessoas de confiança onde se realizam práticas de BDSM; esse conceito será melhor desenvolvido adiante). Existem os que separam a noção de liturgia do conceito de ritos.Liturgia seriam os procedimentos formais exercidos numa playparty, na relação dos casais entre si e na relação com outros casais e particulares. Seriam mais normas sociais, coletivas, de convivência durante a play (abreviação de playparty). Exemplos: seria um regra litúrgica exigir que as subs da play chamem todos os TOP de Senhor ou Senhora ou que todas elas usassem a mesma cor de sutiã e calcinha. Ritos seriam os procedimentos formais instituídos pelo TOP para sessões entre o casal ou para reger a convivência deles. Seriam regras íntimas, para o casal — e não para o grupo social. Exemplos: seria um rito que a submissa tivesse que se ajoelhar sempre no início da sessão e beijar os pés do dono, esperando as suas ordens; que ela sempre tivesse que se referir a ele através de uma expressão específica (Senhor, Lord, “dono de mim”, etc.); que sempre fosse amarrada na mesma posição no final da sessão; que nunca pudesse olhar diretamente nos olhos do TOP, sempre os mantendo baixos; que tivesse de ficar em silêncio durante a sessão, aguardando as ordens do dono, na última posição que ele a deixou; que sempre falasse baixo com ele; que sempre fosse vendada durante a sessão; que sempre fizesse determinadas coisas após determinados comandos (por ex. posição nº 1, nº 2, nº 3, etc.), entre vários outros ritos que vão das experiências, preferências e criatividade de cada TOP. Coleira Uma coleira representa um compromisso, uma relação de propriedade entre TOP e bottom. Assemelha-se ao conceito de aliança baunilha, com a diferença que somente a escrava usa a coleira, para mostrar a todos a quem pertence. Uma coleira pode ser física ou virtual. Podem existir coleiras sociais ou de sessão. Como se convencionou escrever nicks (apelidos virtuais) de TOP em caixa alta (maiúscula) e de bottoms em caixa baixa (minúscula), as coleiras virtuais são geralmente assim escritas: “(nome da escrava)_NOME DO TOP, por exemplo: “(subana)_DOMADOR CRUEL.” A coleira de sessão pode ser mais refinada ou ser essas de cachorro mesmo. No entanto, tendo em vista o preconceito social, não seria prudente alguém sair por aí com uma coleira de cachorro com o nome do dono, então se criaram coleiras sociais, que são mais discretas; podem ser apenas colares com pingentes ou símbolos que remetam a lembrança constante do dono e de que a escrava que a porta a ele pertence. Não obstante se possa usar uma coleira em qualquer sessão, mesmo que seja uma sessão esporádica e sem intenção de manter-se uma relação duradoura — apenas como um fetiche ou para mostrar quem manda — é comum que os TOP que também sejam donos, façam cenas de encoleiramento. Rituais de encoleiramento Envolvem alguns procedimentos, sendo que no final a escrava é encoleirada; aproxima-se do conceito de casamento baunilha. Por exemplo, pode-se começar com a escrava de joelhos e o TOP na sua frente. Ela beija os pés dele e lê solenemente em voz alta um contrato de relação (onde está escrito que ela se entrega a ele numa relação BDSM em 24/7, por exemplo), diz que o aceita e depois lê um poema, então o dono coloca-lhe a coleira. Os rituais de encoleiramento podem ser privados (só entre o casal), semi-privados (na presença de amigos ou numa playparty) ou públicos (numa festa ou evento de BDSM, aberto a todos). |
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