Sexo anal
Publicado em 2012-07-09 na categoria Absex / Actos sexuais


O sexo anal (também podendo ser referido como sodomia, embora esta palavra possa ser utilizada para outros actos sexuais não reprodutivos) é uma prática sexual que se caracteriza pela introdução do pénis no interior do ânus do parceiro sexual, seja ele mulher ou homem (relação heterossexual ou homossexual). Entre humanos, tal prática é tida como uma forma de se obter prazer durante a relação sexual para satisfação de um ou ambos os participantes.

Segundo alguns especialistas, tal actividade não causa dano à elasticidade anal, tampouco doenças como hemorróidas, mas essa opinião não é generalizada. A prática do sexo anal sem proteção pode ser uma via de transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, pois a mucosa anal é muito mais permeável a agentes externos que a pele comum (ou mesmo a mucosa vaginal).

Anatomia e prática sexual

O ânus e o reto são a última secção do aparelho digestivo, que basicamente é uma extensa mucosa altamente irrigada e com alto poder de absorção. No total, esse último segmento mede — do ânus em si até a curva obtusa do sigmoide — 18cm (15cm dos quais pertencentes ao canal retal).

A região anal é uma das zonas erógenas mais sensíveis do corpo humano, por isso o acto pode, por si só, levar a pessoa penetrada ao orgasmo. Ainda que os estímulos que proporcionam o orgasmo não sejam inteiramente da ordem física/táctil, a prática pode dar muito prazer.

Por não haver lubrificação natural na região do esfíncter anal, as primeiras experiências podem gerar dor e sangramentos, factos que podem ser atenuados e até eliminados com o uso de substâncias lubrificantes próprias, a fim de facilitar a introdução do pénis, ou quaisquer outros objetos semelhantes. Alguns adeptos da prática do sexo anal afirmam que a preliminar anilingus é muito importante na preparação do ânus para receber o pénis, já que a mesma relaxa o esfíncter anal.


Mulher a fazer sexo anal com um homem.

Informações

 

O sexo anal é uma relação que normalmente traz prazer ao praticante activo, já que a musculatura do ânus é mais apertada do que a da vagina e a pressão sobre o pénis é maior.

No praticante passivo, ou seja aquele cujo ânus está a ser penetrado, quer homem quer mulher, o prazer nem sempre é garantido porque, dada a complexidade da preparação prévia, muitos entusiastas acabam por atropelar o tempo necessário para o devido relaxamento da musculatura em questão, nomeadamente através de anilingus (também chamado beijo grego ou beijo negro) ou de outra qualquer actividade similar.

Quando os cuidados adequados são devidamente atendidos, o prazer do praticante passivo pode ser alcançado, especialmente no homem pro-orgástico até, devido à repetida massagem da próstata através da parede do reto.

Cerâmica da Grécia Antiga representando uma prostituta a ser penetrada por um cliente (o dinheiro está no saco pendurado na parede). 480-470 DC; depositado numa coleção privada em Munique.

A prática da penetração anal pode envolver, em simultâneo, a estimulação do clítoris (quando o praticante passivo é uma mulher), ou do pénis (quando o praticante passivo é um homem), o que facilitaria o orgasmo.

Existe, porém, o receio popular de que a prática constante do sexo anal, ao longo de anos, possa afrouxar a musculatura do ânus; Entretanto, alguns estudos científicos de médicos e sexólogos não confirmam este receio a não ser em caso de intercurso com um pénis anormalmente grosso.

Riscos à saúde

 

O sexo anal expõe os participantes a dois perigos principais: infecções, devido ao elevado número de microorganismos infecciosos não encontrados em outros locais do corpo, e danos físicos ao ânus e ao reto, devido à vulnerabilidade dos dois. Além disso, a penetração pode ser dolorida. O sexo anal é frequentemente associado com hemorróidas, prolapso anal, dor no canal anal, úlceras e fissuras.

Recentes estudos têm comprovado que o risco destes pontos citados anteriormente está a aumentar entre os homens que fazem sexo com homens. Do mesmo modo, um relatório de 1992 realizado em Porto Rico demonstrou que 40% dos homens fazem sexo anal com as mulheres, e poucos deles afirmaram usar preservativo. O sexo anal sem o uso de proteção é muitas vezes referido como barebacking.


Sexo anal entre homens.

Sida e outras doenças infecciosas

A principal doença que pode ser transmitida com o sexo anal é asida, através do vírus HIV. O vírus do papiloma humano (o qual pode resultar em cancro anal), a febre tifóide e vários outros tipos de doença podem ser associados com a infecção da matéria fecal ou o intercurso sexual no geral. Entre elas estão: amebíase, clamídia, Criptosporidíase, infecções de escherichia coli, gonorréia, hepatite A, hepatite B, hepatite C, herpes, vírus do papiloma humano, herpesvirus humano (HHV-8); linfogranuloma venéreo, Mycoplasma hominis, Mycoplasma genitalium, piolho do púbis, salmonelose, shigella, sífilis, tuberculose e Ureaplasma urealyticum.

A alta concentração de glóbulos brancos perto ao reto, juntamente com o risco de cortes na região aumentam o risco da transmissão do vírus HIV, porque o retrovírus do HIV se reproduz nas células do sistema imunitário Linfócito T/CD4. O uso de preservativos é uma forma clinicamente recomendada para diminuir o risco de infecções. O sexo anal sem proteção é a forma mais arriscada em termos de transmissão do HIV.


As membranas mucosas do reto.

No Cinema Porno

Talvez por ser uma espécie de tabu para muitas mulheres, o sexo anal é uma grande fantasia de muitos homens, sendo amplamente explorado em filmes pornográficos. Há diversas atrizes especializadas nesta prática sexual, sendo muitas vezes conhecidas como Anal Queens (Rainhas anais) ou até Anal Princesses (Princesas Anais), caso sejam também jovens.

A prática na prostituição

Anteriormente pouco praticado por prostitutas e acompanhantes femininas, o sexo anal proliferou no âmbito da prostituição com o aumento dos travestis. No final da década de 1990, com o advento da divulgação da prostituição via internet, muitas garotas de programa passaram a fornecer este serviço como um atrativo diferencial na captação de clientes.

 
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